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Uma agenda integrada para cuidar das águas
Imagine-se uma dona-de-casa típica, moradora de um bairro qualquer de uma cidade da Grande São Paulo, em sua rotina matinal de varrer a calçada na frente de sua casa. No final da tarefa sua pequena pá está cheia, mas toda vez que ela vai virá-la no saco de lixo, verifica, meio admirada, que a areia ocupa cada vez mais espaço na pá. Agora eleve-se essa frente de casa à potência de uma bacia hidrográfica inteira – a Bacia do Alto Tietê –, com o solo altamente impermeabilizado pelo desordenado processo de expansão urbana! Nossa dona-de-casa joga tudo num recipiente apropriado, mas muitos dos detritos produzidos por milhões e milhões de pessoas e o material resultante da erosão do solo têm outro destino final: o fundo da calha do Rio Tietê (que é o dreno natural da região). É espantoso o volume de areia, pedrisco e lixo de toda espécie que é lançado dia e noite não só ao longo dos 40 quilômetros do trecho do Tietê da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) – da Barragem da Penha até a Barragem Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba –, como também nos seus afluentes
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