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PROJETO INTEGRAÇÃO CENTRO
Brás, Luz e Barra Funda quase prontas para a interligação metroferroviária
O ambicioso projeto que vai permitir a interpenetração de cinco linhas da CPTM com três linhas de metrô entrou na reta final. Levado avante desde 2001 pelo governo estadual, com financiamento parcial do BID, o Projeto Integração Centro integra o Plano Integrado de Transportes Urbanos para 2020, o Pitu 2020. O projeto – que será entregue à população no final de setembro próximo – consta da extensão de novas vias no trecho entre as estações Brás e Barra Funda, pátios de manobra, obras de vulto nas estações Luz e Brás e implantação de modernos equipamentos de sinalização e controle. A primeira etapa, já concluída, viabilizou a extensão do Expresso Leste (Linha E da CPTM) até a Estação da Luz, devolveu aos paulistanos o viário da Rua Mauá e finalizou as obras da Estação Brás, com a Linha F passando a operar na parte interna da gare. A segunda e derradeira etapa deverá possibilitar a interconexão das linhas A, B, D e E no trecho Brás-Barra Funda com a entrega da Estação da Luz da CPTM – totalmente restaurada, com acessos e saguões subterrâneos que a interligam à Estação Luz do Metrô – e também vai efetivar a unificação dos três atuais Centros de Controle Operacional da CPTM num mesmo local, o novo CCO do Brás
O Quando setembro vier e as obras físicas e adequações tecnológicas necessárias para a adaptação do viário estiverem concluídas – conforme o planejado –, o Projeto Integração Centro (que integra o Plano Integrado de Transportes Urbanos para 2020, o Pitu 2020) estará oferecendo aos usuários dos trens metropolitanos e do metrô paulistano um riquíssimo leque de possibilidades para acessar o centro da cidade de São Paulo. O investimento total é de 95 milhões de dólares. As obras, executadas sob a batuta da CPTM desde março de 2001, englobam um trecho ferroviário de sete quilômetros entre as estações Brás e Barra Funda, tendo na Estação Luz – no meio do trajeto – o seu grande eixo de convergência.
“Um dos grandes objetivos da integração é fazer com que as cinco linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, CPTM, cheguem até o centro da cidade e se interpenetrem com linhas atuais e futuras do metrô – como a Linha 4-Amarela, que irá da Luz a Vila Sônia – de acordo com a demanda que houver”, resume o engº José Augusto Nunan Bicalho, da Superintendência de Obras e Montagem da Diretoria de Engenharia e Obras da CPTM. A companhia é vinculada à Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos e responde por uma malha ferroviária de 270 quilômetros na Grande São Paulo.
Está em fase de acabamento a execução de um grande conjunto de saguões e acessos subterrâneos na tradicional Estação da Luz, transformada agora no principal pólo de integração do sistema de transporte sobre trilhos no Estado de São Paulo. “Por meio desse complexo haverá a possibilidade de que a integração seja feita diretamente, no nível do subsolo, passando-se do metrô para o trem e vice versa. Hoje são duas linhas de metrô a serem interconectadas, mas quando a Linha 4-Amarela, estiver concluída, daqui a alguns anos, será igualmente integrada ao sistema na Luz, pois no saguão da estação já está previsto acesso a ela. Essa linha virá ‘enviesada’, passando por baixo da Linha 1-Azul, ou seja, passando por baixo de tudo”, especifica Bicalho.
Antes da execução desse que é um dos maiores projetos de integração metroferroviária do mundo, as linhas ferroviárias que cruzam São Paulo de leste a oeste não se interligavam. Até porque foram construídas inicialmente – por diferentes empreendedores – para o transporte de cargas, chegando à região central em terminais próprios. O da Luz para os trens da São Paulo Railway Company, o da Júlio Prestes para os da Estrada de Ferro Sorocabana, e o do Brás (antiga Estação Roosevelt, conhecida também como Estação do Norte), para os da Estrada de Ferro Central do Brasil. Mais tarde essas linhas foram transformadas em meios de transporte para passageiros, embora não tivessem recebido as adaptações necessárias para um melhor deslocamento dos usuários pela capital. Para cruzar a cidade de leste a oeste, as pessoas precisavam apear no Brás e caminhar até a Luz ou Júlio Prestes para pegar outro trem para o oeste – e vice-versa para o usuário que procedia do lado oeste.
Com o Projeto Integração Centro, a ligação leste-oeste é feita sem que seja necessária a transferência externa. “E o mais importante é que o usuário só vai pagar uma passagem”, ressalta Bicalho. O primeiro passo do processo de licitação para implantar o cartão inteligente – o projeto Metropass – que será usado no pagamento das viagens no Metrô, nos trens da CPTM e nos ônibus intermunicipais gerenciados pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, EMTU (todos vinculados à Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos, SMT), foi dado com a audiência pública realizada pela SMT no dia 15 de junho passado na sede do Instituto de Engenharia...
para ver a matéria completa adquira a edição 563/2004.
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