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PLANEJAMENTO E
ADMINISTRAÇÃO
de recursos hídricos

CONCEITOS BÁSICOS
A água é essencial à vida, constituindo-se em elemento necessário para quase todas as atividades humanas. Presta-se para múltiplos usos: abastecimento doméstico, uso industrial, irrigação de culturas agrícolas, geração de energia elétrica, navegação, recreação, piscicultura, aqüicultura, pesca e, até mesmo para a assimilação e transporte de esgotos. É portanto bem precioso que deve ser protegido, conservado e bem utilizado.

A água é um recurso natural renovável, porém finito. Renovável pelos processos do ciclo hidrológico. Finito pois a sua quantidade total na Terra - nos oceanos, nos rios, nos lagos, no subsolo, nas geleiras, nas nuvens - é constante. Apesar de sua quantidade ser constante a água distribui-se de maneira irregular, no tempo e no espaço, em função das condições geográficas, climáticas e meteorológicas. As variações sazonais são bastante significativas, podendo ocorrer eventos extremos, de grandes cheias e de estiagens prolongadas.

Em condições naturais a água pode sofrer alterações quer na sua quantidade como na qualidade. Porém as alterações mais significativas ocorrem por conta da ação do homem que a utiliza para suprimento das demandas urbanas, das indústrias, da agricultura, além das alterações devidas ao uso do solo, urbano e rural. O lançamento de resíduos nos corpos d’água é causa de poluição e obstrução; a erosão do solo, urbano e rural, provoca o assoreamento dos cursos d’água.

Quando a água ocorre em abundância os problemas relativos aos usos da água não se manifestam de forma clara. Porém, com o crescimento das demandas, quando há alta densidade demográfica e a ocupação inadequada do solo, urbano ou rural, começam a surgir os conflitos entre os usos e usuários da água, que passa a ser escassa. Essa escassez pode ocorrer também quando a poluição afeta a qualidade da água tornando-a imprópria para determinados usos. A ocupação inadequada do solo, principalmente o urbano, com o desmatamento, a urbanização e a impermeabilização, pode acarretar situações extremas de enchentes provocando as inundações das áreas ribeirinhas.

Para que a água possa então ser utilizada e controlada em padrões satisfatórios pelo homem, quer pela geração atual como pelas gerações futuras, ela precisa ser gerida de forma adequada, como um bem público.

Gerir a água, ou promover o gerenciamento dos recursos hídricos é, então, a forma pela qual se pretende equacionar e resolver as questões relativas à escassez e aos eventos críticos.

 
 
LUIZ FERNANDO CARNESECA
DAEE/SP
 
 



 



     
     


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



   
   
   
   
   
   

   



 
edição 548/2001
 



DAEE 50 ANOS
CUIDANDO DAS
ÁGUAS DO ESTADO
DE SÃO PAULO

  O NOVO VALOR DA ÁGUA,
AGORA COMO BEM COLETIVO
 
  UM PLANO PARA
OS CAMINHOS DA ÁGUA
 
  A EQUIPE DO
“QUANDO, COMO E ONDE” CONSTRUIR RESERVATÓRIOS
 
  DESASSOREAR O RIO
É TAREFA QUE NÃO PÁRA
 
  OUTORGA E FISCALIZAÇÃO
 
  UM PROJETO PARA ACABAR COM AS INUNDAÇÕES
 
  PROGRAMAS DE COMBATE ÀS INUNDAÇÕES
 
  VALE DO PARAÍBA,
O BERÇO DO DAEE
 
  ESGOTAMENTO SANITÁRIO
 
  ESTUDOS E PROJETOS
DE ÁGUA SUBTERRÂNEA
 
  GERANDO TECNOLOGIA PARA A GESTÃO DE REC. HÍDRICOS
 
  CONVÊNIO DAEE-USP
 
  ...PESQUISA APLICADA À GESTÃO COSTEIRA
 
  PARQUE ECOLÓGICO DO TIETÊ
 
  RECUPERAÇÃO DE ÁREAS ALAGÁVEIS
 
 

SISTEMA JUQUIÁ

 
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