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O ENTULHO

da construção civil e seu
POTENCIAL DE RECICLAGEM
como agregado para o concreto

RESUMO
Este artigo apresenta a análise da utilização dos resíduos de construção e demolição (RCD), como agregados para a confecção de concreto. Os resultados indicam a possibilidade de utilização do entulho como agregado, na confecção de concreto não estrutural destinado a elementos de infra-estrutura urbana e artefatos de concreto que não exijam resistências elevadas.

INTRODUÇÃO
O entulho de construção civil representa hoje um dos maiores problemas para o saneamento público municipal, principalmente nas grandes cidades brasileiras. PINTO (1999) estimou que as grandes e médias cidades brasileiras geram uma massa de entulho que pode chegar a 70% do total dos resíduos sólidos urbanos produzidos.
A reutilização e a reciclagem do entulho surgem, juntamente com a redução da quantidade gerada, como alternativas para a redução destes problemas. Neste sentido, têm sido realizadas várias pesquisas, no país, no intuito de se reciclar este material, entre elas: ZORDAN (1997), LEVY (1997) e LIMA (1999).
Dessa forma, o estudo de soluções práticas, que apontem para a reciclagem do entulho na própria construção civil, contribui para amenizar os problemas urbanos gerados pelos depósitos clandestinos deste material e pelos aterros de inertes. Ao mesmo tempo, este processo introduz no mercado um novo material, com grande potencialidade de uso, proporcionando melhorias não apenas ambientais e sociais, mas também econômicas tanto para as administrações públicas - no que tange aos processos corretivos - como também para as empresas de construção civil no que diz respeito ao gerenciamento destes resíduos.

OBJETIVO
O objetivo deste estudo foi analisar quais as características do concreto produzido com a substituição integral dos agregados convencionais (areia e brita) pela fração mineral do entulho. Para isso, adotaram-se duas premissas básicas: aproveitar a maior quantidade de resíduo possível, de forma a otimizar o processo de reciclagem e a minimizar a quantidade de material rejeitado, reduzindo assim o impacto ambiental causado pela disposição do entulho; e utilizar o entulho em sua forma natural ou o mais próximo possível disso, de forma a se aplicar sobre ele a menor quantidade de energia, objetivando não elevar os custos de reciclagem e minimizar os impactos ambientais.

 
 
SÉRGIO EDUARDO ZORDAN
Consultor, engenheiro civil e mestre pela UNICAMP.
Doutorando da Escola Politécnica da USP. E-mail: sergio.zordan@poli.usp.br

VLADIMIR ANTÔNIO PAULON
Consultor, professor doutor titular da Faculdade de
Engenharia Civil da UNICAMP. E-mail: paulon@fec.unicamp.br
 
 



 



     
     


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



   
   
   
   
   
   

   



 
edição 547/2001
 

   
 

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