RODOVIAS
E PONTES PARA LEVAR
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
AO ACRE
Todas
as obras de engenharia que estão
sendo executadas no Estado do
Acre, inclusive a ponte estaiada
(Ponte da Integração)
em Assis Brasil, na divisa com
o Peru – que servirá
de ligação para
a Rodovia Interoceânica,
a futura saída brasileira
para o Oceano Pacífico
–, estão inseridas
num modelo de desenvolvimento
sustentável que pretende
incorporar, num bem urdido projeto
socioeconômico, cultural
e ambiental, toda a imensa riqueza
acreana na área da biodiversidade,
além de promover a qualidade
de vida dos povos da floresta,
como costumam ser chamados os
habitantes da Região Amazônica.
É o que o governador Jorge
Viana designa pela metáfora
de “florestania”.
No entanto, o maior desafio para
se executar obras de infra-estrutura
no Acre é a logística,
porque os solos do estado são
pobres em material rochoso. Com
isso há falta de insumos
locais, ou seja, o estado não
dispõe de brita e outros
materiais na quantidade exigida
por uma grande obra. |
O seixo, por exemplo, vem praticamente
da Colômbia, trazido em
grandes balsas que navegam pelo
Rio Japurá, numa primeira
etapa, pelo Rio Solimões,
na seqüência, caindo
a seguir no Rio Purus. O
cimento vem de Manaus, também
por via fluvial. As máquinas
pesadas para executar as obras
chegam por rodovia até
Porto Velho, Rondônia, onde
embarcam e descem por balsa o
Rio Madeira, seguindo até
Manaus e depois para os rios acreanos.
Mesmo com o aumento brutal de
custos, somado às demais
dificuldades, há vontade
política suficiente para
tocar uma série grande
de projetos de engenharia no estado. |