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///Edição 569////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////
 
  ENTREVISTA   GERALDO ALCKMIN
GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO

“Quem desmata é obrigado a compensar o dano ambiental em outra área”
O governador paulista afirma que o uso do solo é atualmente fiscalizado com muito rigor pela Polícia Ambiental e por órgãos do Sistema Ambiental do Estado e rebate os que argumentam que nos loteamentos clandestinos da Região Metropolitana de São Paulo – e em muitos regularizados –, a proteção vegetal é quase sempre eliminada e os trabalhos de terraplanagem são feitos com pouca preocupação ambiental. Segundo ele, os responsáveis pelos empreendimentos clandestinos, quando identificados, são enquadrados na Lei de Crimes Ambientais, por meio da ação do Ministério Público.
 

SEM O REBAIXAMENTO DA CALHA, AS CHUVAS
DE MAIO TERIAM PROVOCADO O CAOS
Segundo o secretário estadual de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento, Mauro Arce, em depoimento na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, mesmo com a conclusão da segunda etapa da ampliação da calha do rio, o Tietê está chegando ao seu limite. Para ele, com o crescimento populacional da Grande São Paulo e a contínua impermeabilização do solo, nenhum trabalho na calha ou mesmo construção de piscinões poderá evitar inundações em São Paulo no futuro.

 

CALHA DO TIETÊ
AMPLIAÇÃO CHEGA NA RETA FINAL
O início da execução das obras da segunda etapa do rebaixamento e alargamento da calha do Rio Tietê, numa extensão de 24,5 quilômetros, do Cebolão até a Barragem da Penha, aconteceu em março de 2002 e entra agora na fase final dos trabalhos, cuja conclusão está prevista para setembro próximo. O projeto, financiado pelo Japan Bank International Cooperation, JBIC, e pelo governo do Estado de São Paulo, teve sua primeira etapa iniciada em janeiro de 1998 e finalizada em dezembro do ano 2000, com o rebaixamento da calha no trecho de 16,5 quilômetros que vai da Barragem Móvel até a Barragem Edgard de Souza, numa média de 2,5 metros de aprofundamento. Segundo o Departamento de Águas e Energia Elétrica, DAEE – que supervisiona a execução das obras –, o desafio tem sido grande porque a proposta foi muito ambiciosa. Ou seja, rebaixar o rio para duplicar sua vazão – trabalhando no meio de uma área densamente urbanizada, onde existem duas vias marginais –, construir duas barragens de cabeceira e dar condições de escoamento das ondas de cheia do Rio Cabuçu de Cima. Além disso, o projeto tem a difícil missão de conseguir uma solução duradoura para o problema das inundações, para a qual é fundamental que cesse de aumentar o caudal lançado no Tietê e seus afluentes – que há décadas cresce em virtude da constante impermeabilização do solo. A questão das enchentes é extremamente complexa e foi se agravando ao longo dos anos, justamente por causa do adensamento urbano que suprime os poros por onde a terra embebe a água. Esse processo faz aumentar a quantidade de águas pluviais que, não mais podendo se infiltrar no solo, passam a ser carreadas para a rede de afluentes dos rios maiores. A isso se somam a descarga dos esgotos in natura e a acumulação de lixo nos fundos de vale, represando as águas que se dirigem ao Rio Tietê.

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  engenharia
  A M B I E N TA L
Ampliação da calha do Tietê:
viabilização ambiental

André Luiz de Medeiros M. de Barros
  engenharia
  M E T R O L O G I A
O uso incorreto de unidades
de medida e suas grandezas
Quais as regras para evitá-lo?
Walfredo Schmidt
  engenharia
T U N E I S
Túneis imersos para
travessias subaquáticas
Cintia Cristiana Schultz
Roberto Kocken
  engenharia
E S T R U T U R A S
Processo aproximado para
consideração da não-linearidade
física de pilares em
concreto armado
Patrícia Helena de A. Sartori Oliveira
Ricardo L. e Silva França
 
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