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ENCONTRO COM O FUTURO
AINDA SERÁ SOBRE PNEUS

A SPTrans contabiliza os resultados do primeiro ano de gestão: ônibus novinhos em folha nas ruas, novos corredores de transporte coletivo funcionando, uma "mexida" na superestrutura dos transportes (com a entrada de oito consórcios privados na operação) e mais de 7.000 veículos clandestinos apreendidos em seus pátios


Quando alguém lhe pergunta sobre sua formação acadêmica, o presidente da São Paulo Transporte (SPTrans), Carlos Alberto Tavares Carmona, sorri de forma enigmática: "Sou sociólogo, formado pela Escola de Sociologia e Política, da rua General Jardim, em São Paulo", responde. Mas, para quem conhece sua trajetória profissional não há nenhum mistério - como poderia sugerir o sorriso - no fato de um sociólogo estar à testa de uma companhia que executa o gerenciamento do transporte público de passageiros por ônibus na cidade. Ele conta com uma longa folha de serviços vinculada a órgãos públicos da área de transportes, como o Metrô (SP) e o Ministério dos Transportes. E foi justamente ao percorrer esse caminho que o sociólogo adquiriu a tarimba necessária para comandar o difícil conjunto de atividades da SPTrans, que inclui o planejamento, a programação e a fiscalização, além do incentivo ao desenvolvimento tecnológico do sistema de transporte público na capital paulista. Carmona explica que esse sistema é constituído basicamente por ônibus, de responsabilidade do governo municipal, e é complementado pelo Metrô, pelos trens de subúrbio da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e pelo sistema de ônibus intermunicipal da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), de competência do governo estadual. Diferentemente do que acontece na maioria das grandes metrópoles mundiais, a base do transporte público na cidade de São Paulo é o ônibus. "A frota do sistema de transporte urbano sobre pneus, conta atualmente com cerca de 11 mil ônibus e é responsável pelo deslocamento de 3,9 milhões de passageiros/dia", resume. A cidade de São Paulo é servida por cerca de 1.200 linhas regulares, que se distribuem ao longo de quase quatro mil quilômetros de ruas e avenidas - de um total de 13,5 mil quilômetros de rede viária urbana - e que utilizam uma frota na qual estão incluídos desde micro-ônibus para vinte passageiros até os grandes biarticulados que transportam mais de duzentas pessoas ao mesmo tempo. Em comparação com os cerca de quatro milhões de embarques por dia, do sistema de ônibus, o metrô, com suas três linhas e cerca de 50 quilômetros de rede, não atinge nem a metade desse número. "E a ferrovia metropolitana, em que pesem as melhorias até agora implementadas, mal alcança um milhão de embarques por dia, ao longo de seus 270 quilômetros de linhas", confronta. As crescentes dificuldades de circulação dos ônibus - por razões estruturais da cidade - vêm sendo, porém, responsáveis pela gradativa e constante queda de qualidade do serviço prestado pelo sistema. Isso se reflete em dilatação do tempo de viagem, ociosidade ou superlotação da frota - conforme o local e horário - tempos de espera excessivos, desconforto e insegurança. Como não poderia deixar de ser, isso tudo resulta na perda de passageiros e de receita. O que conduz o sistema a um "fundo de poço"...

 
     
 




 



 

   



 
edição 550/2002
 



REESTRUTURAÇÃO
DO TRANSPORTE COLETIVO DA
CIDADE DE
SÃO PAULO

  ENTREVISTA
CARLOS ALBERTO TAVARES CARMONA
“O TRIPÉ QUE DÁ APOIO AOS TRANSPORTES NA CIDADE”
 
REPORTAGEM/TRANSPORTE
 
TRABALHO VOLTADO PARA O TRANSPORTE DE MASSA
  ENCONTRO COM O FUTURO AINDA SERÁ SOBRE PNEUS
 
MOBILIDADE, A NOVA FILOSOFIA DA CET
 
ENGENHARIA/TRANPORTE
 
REESTRUTURAÇÃO DO TRANSPORTE COLETIVO DA CIDADE DE SÃO PAULO
  A NOVA CONFORMAÇÃO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE TRANSPORTE COLETIVO
 
TRANSPORTE PÚBLICO ESCOLAR
  REQUALIFICAÇÃO DOS OPERADORES DE TRANSPORTE REGULAR
 
TRANSPORTE PÚBLICO: BALANÇO DO 1º ANO
  A NOVA REDE DE TRANPORTE COLETIVO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
 
O NOVO SISTEMA TARIFÁRIO - A BILHETAGEM ELETRÔNICA E A IMPLANTAÇÃO DO BILHETE ÚNICO
  CORREDORES DE TRANSPORTE COLETIVO EM SÃO PAULO
 
REQUALIFICAÇÃO DO CORREDOR 9 DE JULHO-SANTO AMARO
  VLP - VEÍCULO LEVE SOBRE PNEUS
 
A NOVA REDE E OS EQUIPAMENTOS DE TRANSPORTE
  INSPEÇÃO DE FROTA DE ÔNIBUS
 
A REGULAMENTAÇÃO DO MOTO-FRETE
  SISTEMAS DE INFORMAÇÃO AO USUÁRIO
 
OPERAÇÃO VIA LIVRE - A PRIORIZAÇÃO DO TRANSPORTE COLETIVO NO SISTEMA VIÁRIO ESTRUTURAL
  PÓLOS GERADORES DE TRÁFEGO
 
OPERAÇÃO INTERLAGOS
  REFLETIVIDADE NA SINALIZAÇÃO VIÁRIA
 
CET NA CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA
  O PRGRAMA DE INSPEÇÃO TÉCNICA VEICULAR NO BRASIL
 
SÃO PAULO NÃO PODE PARAR
 
ENGENHARIA/AMBIENTAL
 
O RESPEITO AO MEIO AMBIENTE É UMA CONSTANTE NA CBA
   
 
EDITORIAL
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