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A equipe do
“quando, como e onde”
CONSTRUIR RESERVATÓRIOS
Técnicos
do DAEE
descrevem o passo a passo
das importantes tarefas
de mapear os pontos
críticos de alagamento,
analisar áreas disponíveis
em volta e estabelecer o
planejamento logístico
que antecede a
elaboração de projetos
A
missão da equipe do engº Armando Tobias de Aguiar, coordenador de engenharia
e projetos do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) e de seu
assistente, o engº José Mário Toledo Barros, está basicamente ligada
à logística do controle de cheias. Cabe a eles, portanto, um destacado
papel quanto à gestão de recursos de água por meio da construção de
reservatórios de retenção (os piscinões), tanques de contenção etc.,
para evitar grandes alagamentos. “A função desses reservatórios de retenção
é deter os picos de cheias do rio ou córrego para regularizar as vazões
para jusante, evitando assim os problemas com inundações por transbordamento”,
resume Aguiar.
O primeiro passo do planejamento visando a elaboração de projetos executivos
é o mapeamento dos pontos críticos de alagamento e das grandes áreas
de inundações. Com base nesse gráfico, os técnicos realizam, em seguida,
uma análise da disponibilidade de volume necessário para conter a mancha
de inundação. Para então dar início a um meticuloso trabalho de simulações
hidrológicas e hidráulicas, cujo objetivo primordial é tentar adequar
esses volumes à própria carga natural preexistente. “Ou seja, tenta-se,
ao máximo, evitar ter que fazer uma interferência na própria calha do
curso d’água”, diz Aguiar.
O engº Barros, por seu lado, explica que mais análises são necessárias,
na seqüência, para que se possa identificar o tipo de reservatório que
precisa ser construído no local. “Por exemplo, se for uma área grande
pode-se executar um reservatório ‘em linha’ – in line – que exige um
terreno maior. Mas, nos casos de uma área restrita, pode-se construí-lo
em off line, sob bombeamento, ou seja, fora da linha do rio”...
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