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CONSTRUIR PISCINÕES,
a arte e o avanço
da engenharia

Os benefícios que esses
reservatórios produzem
é muito grande e a população
já aprovou a idéia; as prefeituras,
porém, precisam preparar-se para
o trabalho constante de manutenção,
tanto preventiva quanto corretiva

Pelo ângulo das condições topográficas e climatológicas, o destino da cidade de São Paulo é conviver com as enchentes. Isso porque a região onde está situada é um planalto com baixíssimos declives, da ordem de 15 a 17 centímetros a cada quilômetro. Por conta dessa declividade, o seu principal rio, o Tietê, se tornou meandrado. Segundo o diretor de Engenharia e Obras do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), Ubirajara Tannuri Felix, os meandros do rio Tietê facilitavam o extravasamento de água do leito, passando a ocupar extensões muito além das margens, quando aumentava a vazão.

Já quando se analisa o aspecto climatológico, a capital se identifica com a proximidade do mar. Instalada num platô de 750 metros de altura, sofre o efeito orográfico, marcadamente no verão. Ou seja, o ar é muito úmido, sobe, se resfria e então chove. No verão, devido à alta radiação térmica, com frentes frias que vêm do Sul, criam-se as condições ideais para chuvas fortes, levando a inundações.

É a combinação desses dois fatores o que torna as enchentes num quase destino para São Paulo, tão natural como os terremotos para Los Angeles ou Tóquio, e os furacões para Miami e países do Caribe.

Tannuri confirma que a consciência dessa situação não é nova. Já no início do século passado, buscavam-se soluções para conter as águas das chuvas. O sanitarista Saturnino de Brito propunha, então, a canalização do rio Tietê, transferindo mais rapidamente água para jusante, para regiões mais baixas. Com efeito, o rio, com cerca de 100 quilômetros de extensão desde suas nascentes em Salesópolis até São Paulo, foi canalizado principalmente a partir da década de 50 (século passado) no trecho entre a Penha e a Barragem Edgard de Souza, quando os meandros foram cortados, aumentando sua velocidade e largura...


 
     
 



 



     
     


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



   
   
   
   
   
   

   



 
edição 548/2001
 



DAEE 50 ANOS
CUIDANDO DAS
ÁGUAS DO ESTADO
DE SÃO PAULO

  O NOVO VALOR DA ÁGUA,
AGORA COMO BEM COLETIVO
 
  UM PLANO PARA
OS CAMINHOS DA ÁGUA
 
  A EQUIPE DO
“QUANDO, COMO E ONDE” CONSTRUIR RESERVATÓRIOS
 
  DESASSOREAR O RIO
É TAREFA QUE NÃO PÁRA
 
  OUTORGA E FISCALIZAÇÃO
 
  UM PROJETO PARA ACABAR COM AS INUNDAÇÕES
 
  PROGRAMAS DE COMBATE ÀS INUNDAÇÕES
 
  VALE DO PARAÍBA,
O BERÇO DO DAEE
 
  ESGOTAMENTO SANITÁRIO
 
  ESTUDOS E PROJETOS
DE ÁGUA SUBTERRÂNEA
 
  GERANDO TECNOLOGIA PARA A GESTÃO DE REC. HÍDRICOS
 
  CONVÊNIO DAEE-USP
 
  ...PESQUISA APLICADA À GESTÃO COSTEIRA
 
  PARQUE ECOLÓGICO DO TIETÊ
 
  RECUPERAÇÃO DE ÁREAS ALAGÁVEIS
 
 

SISTEMA JUQUIÁ

 
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