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Um Plano para
os caminhos da água
O
Plano Diretor de
Macrodrenagem da
Bacia do Alto Tietê
prevê medidas, algumas
em andamento, que incluem
a construção de dezenas
de piscinões nos municípios
da Região Metropolitana
de São Paulo e o combate
à impermeabilização do solo
provocada pela ocupação
urbana desordenada
Por
sorte, é quase impossível estatisticamente chover em todos os 39 municípios
da Grande São Paulo ao mesmo tempo. Caso contrário, o problema das enchentes
na região – que já é grave – assumiria proporções catastróficas. A Região
Metropolitana de São Paulo (RMSP) – situada sobre um planalto – é talvez
a área mais densamente ocupada do mundo inteiro. E como, ao longo do
tempo, a ocupação foi sendo feita de forma desordenada e desprovida
de um mínimo planejamento urbano, a solução dos problemas amontoados
– notadamente a drástica impermeabilização do solo – requer agora muito
esforço e um grande volume de dinheiro.
Os responsáveis do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE),
não só estão cientes disso como correm contra o tempo, trabalhando duro
na construção de piscinões e na implementação de medidas de combate
à impermeabilização.
Pelos cálculos de Ricardo Lange, professor associado na Unicamp e assessor
técnico da Superintendência (Presidência) do DAEE (que está coordenando
o Plano Diretor de Macrodrenagem da Bacia do Alto Tietê desde seu início
em 1998), São Paulo só deverá respirar aliviada quanto às enchentes
que todos os anos castigam seus moradores lá por volta de 2020. E, mesmo
assim, se uma série de medidas – algumas já em andamento – chegarem
a bom termo...
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