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VALE
DO PARAÍBA,
o berço do DAEE
O
Vale do Paraíba, desde o 1º século da História do Brasil, tem mostrado
uma marcada contribuição ao desenvolvimento nacional. Iniciou-se como
ponto de irradiação para as entradas e bandeiras que, desrespeitando
o Tratado de Tordesilhas, aprofundaram as fronteiras nacionais, transformando
o Brasil no país de dimensões continentais da época atual.
No século XIX, o desenvolvimento surgiu no Vale através do ciclo do
café. Já em 1840, 80% da produção cafeeira do Estado provinha do Vale.
E nossa produção agrícola representava 37% da produção paulista.
A riqueza valeparaibana tinha, contudo, seus alicerces apoiados na mão-de-obra
da escravidão negra. A abolição da escravatura marcou o início de seu
declínio. As terras altas intensamente exploradas se exauriram em função
de uma má condução das culturas ali instaladas, sem a menor preocupação
com os conceitos básicos de conservação do solo.
Assim, começou a fase de decadência econômica do Vale, que levou Monteiro
Lobato a definir como “mortas” as cidades ali existentes, principalmente
as da região denominada “Vale Histórico”.
Na verdade, o panorama entre 1920 e 1940 não era nada promissor. A população
do Vale foi aos poucos abandonando as terras altas, dando surgimento
à pecuária leiteira com reduzida demanda de mão-de-obra.
Neste mesmo período, imigrantes italianos iniciaram em pontos esparsos
do Vale a rizicultura, passando a utilizar as várzeas do rio Paraíba,
até então desprezadas para exploração agrícola pelas enchentes periódicas
que as assolavam.
A partir de 1950, a população do Vale, que chegou a decrescer entre
1920 e 1940, voltou a apresentar um índice de crescimento razoável,
graças ao desenvolvimento industrial trazido à região com a inauguração
da Rodovia Presidente Dutra, ligando Rio de Janeiro e São Paulo. ...
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