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SISTEMA JUQUIÁ
Aproveitamento
dos recursos
hídricos da bacia do rio Juquiá
Entre
o final da década de 70 e início da década de 80, com o propósito de
atender às crescentes demandas, tanto para o abastecimento urbano quanto
para atendimento ao consumo de energia da Região Metropolitana de São
Paulo - RMSP, o DAEE elaborou diversos estudos visando o aproveitamento
hídrico do principal afluente do rio Ribeira de Iguape, o rio Juquiá
- única bacia hidrográfica ainda inexplorada, limítrofe a do Alto Tietê.
A seguir detalhamos os principais estudos efetuados.
PLANO
PRELIMINAR DE OBRAS
Este foi o primeiro estudo, elaborado pelo DAEE entre 1979 e 1980, e
tinha como objetivos básicos: a transferência de águas da bacia do rio
Juquiá para a bacia do Guarapiranga, para abastecimento da Região Metropolitana
de São Paulo; a contenção das cheias e regularização dos cursos d’água
da bacia do rio Juquiá, tendo em vista a recuperação de terras para
a agricultura; e a geração de potências de ponta, através de usina hidrelétrica
reversível, para atendimento das necessidades energéticas em horários
de grande consumo.
O conjunto de obras foi concebido para permitir a transferência de água
da bacia do rio Juquiá através do vale do rio São Lourenço, com a inversão
de seu fluxo natural, de modo a alcançar suas cabeceiras e, em seguida,
atingir a bacia do rio Guarapiranga no Alto Tietê (figura 1). As obras
previstas compreendiam um conjunto de barragens, reservatórios, estações
elevatórias, túneis, canais de adução e uma usina hidrelétrica reversível.
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