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OS
30 ANOS DO METRÔ
EM SÃO PAULO: REFERÊNCIA
MUNDIAL DE QUALIDADE,
A REDE VOLTA A SE EXPANDIR
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Inaugurada
em 1974 e atualmente com 57,6 quilômetros
de extensão, a rede de metrô
paulistana é pequena face às
necessidades de uma metrópole das
dimensões da capital paulista. Essa
desvantagem tem obrigado a Companhia do
Metropolitano de São Paulo, ao longo
destes 30 anos, a desdobrar-se para otimizar
sua operação. A companhia
nunca perdeu de vista, porém, seu
objetivo primordial de oferecer um serviço
de alta qualidade. Nesse processo o Metrô
de São Paulo acabou por transformar-se
numa universidade viva do transporte sobre
trilhos. Como conceito, o metrô é
um sistema estrutural com alta capacidade
de transporte, ideal para cidades gigantescas
como São Paulo. Hoje, o metrô
paulistano transporta diariamente 2,5 milhões
de usuários e consegue oferecer enormes
benefícios que se irradiam à
Região Metropolitana de São
Paulo, como redução de congestionamentos
e conseqüente contaminação
do ar, acidentes de trânsito e redução
de doenças respiratórias por
poluição ambiental. Acanhado
frente a outros metrôs do mundo, o
metrô da capital se conjuga, no entanto,
a uma rede de trens urbanos (da Companhia
Paulista de Trens Metropolitanos, CPTM)
com mais de 270 quilômetros de extensão,
o que configura uma rede metroferroviária
respeitável. A partir deste ano o
Metrô de São Paulo volta a
expandir sua rede, com a construção
– até 2010 – de 30 quilômetros
de linhas e 25 novas estações,
um investimento total de mais de 3 bilhões
de dólares. Uma vez concluída
a expansão, a rede saltará
para 88 quilômetros de extensão.
O Metrô de São Paulo é
uma empresa de economia mista e seu maior
acionista é o governo do Estado de
São Paulo. No início da implantação
do sistema, na primeira metade dos anos
1970, a maioria das ações
pertencia à Prefeitura do Município
de São Paulo |
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Pouco
antes do início da construção
do metrô paulistano, em 1968, seu
grande idealizador, o brigadeiro José
Vicente Faria Lima, prefeito de São
Paulo (carioca de nascimento) previu que
em 1990 a cidade teria 10 milhões
de habitantes e o metrô, 360 quilômetros
de linhas. Naquele tempo, a Companhia do
Metropolitano de São Paulo era municipal.
Só mais tarde, no final dos anos
1970, a empresa passaria a pertencer ao
governo estadual. O primeiro vaticínio
ele acertou em cheio. O segundo, infelizmente,
não. A rede ainda conta, em pleno
2004, com apenas 57,6 quilômetros
de extensão, 4 linhas em operação
e 52 estações. Homem público
preocupado com o bem-estar coletivo –
e, portanto, com o transporte de massa –
ele talvez nem suspeitasse que nos anos
(décadas) seguintes prosperasse por
aqui uma quase infinita voracidade dos automóveis
por espaço no viário urbano.
A antevisão de Faria Lima é
muito reveladora, no entanto, como parâmetro,
pois contém nela, de modo implícito,
o cálculo de quantos quilômetros
de metrô seriam necessários
para o atendimento de uma população
da ordem da que seria ostentada pela capital
paulista 20 ou 30 anos mais tarde. Não
por acaso, malhas metroviárias desse
quilate – mais de 300 quilômetros
– podem ser encontradas em metrópoles
de dimensões similares, como Londres,
Paris e Nova York.
Em função da necessidade de
atendimento de demanda crescente, e pelas
dificuldades de plena realização
desse objetivo – tendo em vista a
relegação a plano inferior
da expansão da rede metroviária
pelo governo ao longo dos anos – a
companhia voltou-se para a otimização
operacional do sistema existente. Ou seja,
concentrou todos os seus esforços
em tirar o máximo daquilo que foi
projetado. Com isso, o Metrô foi se
tornando cada vez mais um serviço
público de altíssima qualidade
e com elevado desempenho, o que lhe valeu
o reconhecimento nacional e internacional.
Visto por esse ângulo, pode-se dizer
que o Metrô de São Paulo é
um empreendimento vitorioso. Isto é
facilmente comprovado porque depois de 30
anos de operação contínua
– a operação comercial
teve início em 14 de setembro de
1974 –, segue operando com segurança
e confiabilidade reconhecidas. Os usuários
e a população em geral avaliam
o Metrô como o transporte público
de melhor qualidade em São Paulo.
Entre as razões para esse sucesso
estão uma viabilidade econômica
comprovada, uma tecnologia moderna escolhida
adequadamente, uma implantação
bem realizada, equipes competentes, equipamentos
e sistemas cuidadosamente especificados
e instalados com muito rigor, processos
e estratégias operacionais bem desenvolvidos
por operadores continuamente treinados e,
finalmente, uma boa gestão de manutenção
– tanto preventiva quanto corretiva... |
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