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O Plano Diretor de MACRODRENAGEM
da Bacia do Alto Tietê

Formulação, diretrizes
e resultados iniciais

APRESENTAÇÃO
O controle das inundações no Alto Tietê representa uma das principais ações do Governo do Estado, e fundamenta-se no princípio de que os principais cursos d’água que compõem o denominado sistema de macrodrenagem da bacia, rios Tietê, Pinheiros e Tamanduateí, não comportam qualquer tipo de escoamento que supere as capacidades atuais ou as previstas nos projetos que se encontram em implantação.

De fato, não se pode imaginar uma nova ampliação da calha do rio Tietê, além da já em curso, ou do rio Tamanduateí, dadas as severas restrições e interferências impostas pelo meio urbano, sem mencionar os insuportáveis custos que tais medidas implicariam.

Sensível a esta realidade, o DAEE - Departamento de Águas e Energia Elétrica, desenvolveu, com o apoio do Consórcio Enger-CKC, os termos de referência do Plano Diretor de Macrodrenagem da Bacia do Alto Tietê - PDMAT, que é composto por um conjunto de diretrizes que constituíram consenso da comunidade técnica e da representação da sociedade, já que na sua elaboração contou também com a participação da Câmara Técnica de Drenagem, do Comitê da Bacia do Alto Tietê.

Entende-se que um Plano de Macrodrenagem é imprescindível para disciplinar e controlar as inundações da bacia. O esforço maior na sua condução e elaboração é de que não se torne meramente um plano de obras, mas sim um instrumento regulador, referencial técnico e estratégico que condicione as intervenções dos municípios e ao mesmo tempo defina os instrumentos políticos, institucionais e econômico-financeiros de viabilização, no contexto das ações estruturais e não estruturais necessárias às melhorias dos sistemas de drenagem urbana da RMSP.

A análise e o encaminhamento das soluções das questões de drenagem urbana tem sido um dos maiores desafios dos planejadores e administradores dos grandes centros urbanos do mundo. O grande deslocamento de populações para as regiões metropolitanas ocorrido principalmente nas duas últimas décadas, agravou sobremaneira o problema, muitas vezes já existente devido às próprias características da drenagem natural local.

Nos países ditos emergentes, este problema foi particularmente agravado pela velocidade do processo de adensamento populacional e urbanização, e pela precariedade da infra-estrutura existente, associados à falta de planejamento urbano, além da enorme carência de recursos.

O gerenciamento da drenagem urbana é fundamentalmente um problema de alocação de espaços para a destinação das águas precipitadas. Todo espaço retirado pela urbanização, outrora destinado ao armazenamento natural, propiciado pelas áreas permeáveis, várzeas e mesmo nos próprios talvegues naturais, é substituído, via de regra, por novas áreas inundadas mais a jusante. Acresce-se a este problema, a prática das canalizações, com retificações muitas vezes radicais, que aceleraram os escoamentos dos rios e córregos. Estas obras foram quase sempre associadas às vias de fundo-de-vale e alteraram bastante o comportamento das enchentes, amplificando os picos de vazão. ...

 
 
ALUISIO PARDO CANHOLI
Professor doutor, coordenador técnico do PDMAT
pelo Consórcio Enger-CKC e diretor da Hidrostudio Engenharia Ltda.
 
 



 



     
     


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



   
   
   
   
   
   

   



 
edição 548/2001
 



DAEE 50 ANOS
CUIDANDO DAS
ÁGUAS DO ESTADO
DE SÃO PAULO

  O NOVO VALOR DA ÁGUA,
AGORA COMO BEM COLETIVO
 
  UM PLANO PARA
OS CAMINHOS DA ÁGUA
 
  A EQUIPE DO
“QUANDO, COMO E ONDE” CONSTRUIR RESERVATÓRIOS
 
  DESASSOREAR O RIO
É TAREFA QUE NÃO PÁRA
 
  OUTORGA E FISCALIZAÇÃO
 
  UM PROJETO PARA ACABAR COM AS INUNDAÇÕES
 
  PROGRAMAS DE COMBATE ÀS INUNDAÇÕES
 
  VALE DO PARAÍBA,
O BERÇO DO DAEE
 
  ESGOTAMENTO SANITÁRIO
 
  ESTUDOS E PROJETOS
DE ÁGUA SUBTERRÂNEA
 
  GERANDO TECNOLOGIA PARA A GESTÃO DE REC. HÍDRICOS
 
  CONVÊNIO DAEE-USP
 
  ...PESQUISA APLICADA À GESTÃO COSTEIRA
 
  PARQUE ECOLÓGICO DO TIETÊ
 
  RECUPERAÇÃO DE ÁREAS ALAGÁVEIS
 
 

SISTEMA JUQUIÁ

 
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