| |
GERANDO TECNOLOGIA
para a gestão de recursos hídricos
A
existência de dados que levem ao conhecimento de determinada situação
é o ponto de partida para qualquer projeto, tanto assim que com o passar
do tempo, foi sendo cunhada a expressão, hoje utilizada em muitos segmentos
do conhecimento científico, segundo a qual “a informação é sinônimo
de poder e de conhecimento”.
Essa afirmação de que “a informação é sinônimo de conhecimento” é particularmente
importante na gestão da água, pois, sem a existência das chamadas “séries
históricas de dados hidrológicos” não seria possível conhecer o “comportamento
de um rio” e a quantificação de sua disponibilidade, que permitem avaliar
as possibilidades do seu aproveitamento para as mais diversas atividades
humanas.
Por outro lado, a histórica abundância de recursos hídricos do Brasil,
com 6.950 km3/ano, segundo dados do PNUMA e da Worldwater, fez com que
os brasileiros dessem pouca importância ao registro desses dados, que
no Brasil só foi iniciado no final do século XIX. Já no século XX, a
intensa concentração de população nas cidades e o início da implantação
do sistema energético com o Código de Águas, calcado essencialmente
no uso das reservas de águas correntes, forçaram uma grande mudança,
que tornou vital para o processo do desenvolvimento, a realização de
tais registros.
No Estado de São Paulo, o DAEE herdou até o nome do órgão federal, e
deu continuidade, a partir de sua criação em 1951, aos registros de
chuvas iniciados em 1886 na cidade de São Paulo, e às medições de vazão
iniciadas em 1934. Com isso, o DAEE passou a ser a referência estadual
no fornecimento dessas informações para todos os projetos de engenharia,
através dos quais chegou-se ao fornecimento de energia elétrica e aos
abastecimentos urbanos, hoje disponíveis em todos os 635 municípios,
nos mais remotos pontos de todo o Estado de São Paulo.
Com a instituição das diretorias de bacia pelo DAEE, criadas em 1985,
o 1o Plano Estadual de Recursos Hídricos, em 1990 e a promulgação da
Lei da Política Estadual de Recursos Hídricos, em 1991, ficou definitivamente
assumida a bacia hidrográfica como unidade de gestão dos usos múltiplos
dos recursos hídricos, reforçando a necessidade do monitoramento hidrológico
como base para as diversas atividades de gestão. ...
|
|