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Estudo de simulação
da COBRANÇA PELO
USO DA ÁGUA

A aplicação da cobrança pelo uso dos recursos hídricos no Brasil teve sua primeira grande discussão no Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, em 1989. Na Assembléia Geral da ABRH, então realizada, foi aprovada a Carta de Foz do Iguaçu, onde se apresentou o que se entendia por Política de Recursos Hídricos e explicitou-se seus princípios básicos, dentre os quais o reconhecimento do valor econômico da água e a cobrança pelo seu uso, recomendando-se a instituição do sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos, prevista na Constituição Federal de 1988.

Esta Carta também evidenciava que a cobrança não era algo novo na legislação brasileira, pois já estava prevista no Código de Águas de 1934, assim como na Lei sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, de 1981. Dessa forma, a previsão da cobrança pelo uso na Lei Estadual 7.663/91 e Federal 9.433/97 sobre recursos hídricos e nas outras duas dezenas de leis estaduais promulgadas, deve ser vista como confirmação e reforço institucional e jurídico desse instrumento de gerenciamento de recursos hídricos.

Em nosso Estado, os debates começaram com a criação do Conselho Estadual de Recursos Hídricos, em novembro de 1987, que definiu como seus objetivos: a formulação da Política Estadual de Recursos Hídricos, a elaboração do Plano Estadual de Recursos Hídricos e a proposta de lei de instituição do sistema estadual de gerenciamento de recursos hídricos. Estes objetivos básicos constam especificamente na Seção II, dos Recursos Hídricos, da Constituição Paulista de 1989, incluindo a cobrança pelo uso da água, no artigo 211.

A partir daí, o DAEE, principalmente através de sua Diretoria de Recursos Hídricos, elaborou diretamente ou por consultoria contratada, uma série de estudos, incluindo as simulações, que estão sucintamente descritas a seguir.

O primeiro estudo de simulação de cobrança, no DAEE, foi executado por equipe interna com colaboração do consultor profº Eduardo R. Yassuda, em 1991, para a Bacia do Rio Piracicaba, bacia declarada crítica e modelo básico para fins de gestão por decreto do Governador do Estado, em 1988. Neste trabalho foram abordados os seguintes tópicos: problema prioritário; oportunidade sócio-política; causas da escassez; alternativas de solução; gestão da oferta e da demanda; por que, para que, de quem e quanto cobrar pelo uso da água, abordando preço médio, redistribuição de custos incorridos, obtenção de eficiência econômica e estruturas de preços. Já neste estudo, foram recomendados: que se diferenciasse os preços, com sugestão de parâmetros como confiabilidade (captação em reservatório com coeficiente 2,0; captação em rio regularizado e subterrâneo 1,0; e captação a fio d’água com coeficiente 0,5). Quanto à qualidade da captação, coeficientes 1,00, 0,50 e 0,25; quanto ao período, coeficientes 2,0 na estiagem, 0,2 no período chuvoso e no restante do ano, 1,0; e na categoria de uso, foi proposto que, para irrigação por aspersão e resfriamento por evaporação, coeficiente 2,000; água para processos industriais, abastecimento público, outros 0,400; para lavagem de areia e cascalho e resfriamento direto por descarga, 0,020; e para energia hidráulica, 0,001. Foi abordado também o rateio de custo de obras e a transferência setorial de recursos, no caso a compensação financeira. As simulações foram efetuadas apenas com preço médio de cobrança e os resultados ora apresentados se referem aos valores de US$ 0,02/m3 para captação de abastecimento público e irrigação, US$ 0,03 para captação industrial, US$ 0,20 e US$ 0,40 por kg de DBO para cargas de origem urbana e industrial. Estes valores foram utilizados considerando-se as estimativas das necessidades de investimento em estações de tratamento de esgotos urbanos e os montantes de recursos financeiros que circulariam na bacia do Piracicaba através dos sistemas de saneamento básico.
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EQUIPE TÉCNICA DA DRH - DAEE/SP
 
 



 



     
     


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



   
   
   
   
   
   

   



 
edição 548/2001
 



DAEE 50 ANOS
CUIDANDO DAS
ÁGUAS DO ESTADO
DE SÃO PAULO

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“QUANDO, COMO E ONDE” CONSTRUIR RESERVATÓRIOS
 
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