INTRODUÇÃO
O vertedouro da UHE Ilha Solteira tem blocos
dissipadores de energia construídos na
superfície vertente que se interpõem
ao fluxo d’água, quando as comportas
estão abertas. A água em velocidade,
ao encontrar este obstáculo à
sua passagem, forma uma zona de baixa pressão
que provoca a cavitação do concreto,
em região adjacente aos dissipadores.
O abaixamento de pressão se deve à
formação de vórtices tipo
ferradura em torno dos blocos dissipadores.
O fenômeno da cavitação
ali instalado, de ação progressiva
e incessante, causa a degeneração
do concreto, resultando em erosões na
superfície vertente, junto às
laterais dos dissipadores.
Esse problema é conhecido desde 1974,
após um período de operação
do vertedouro. A partir dessa época,
a Companhia Energética de São
Paulo, Cesp, realizou algumas campanhas de recuperação
do concreto do vertedouro, com diversos materiais
e técnicas de aplicação,
sem sucesso.
A Fundação Centro Tecnológico
de Hidráulica, FCTH, foi então
contratada e desenvolveu estudos em modelos
reduzidos, representando um vão e meio
do vertedouro, constatando a eficiência
de aerador disposto adiante da soleira da comporta,
entre dois pilares, e de dispositivo geométrico
anti-vórtice, colocado sobre o bloco
dissipador, em contato com a superfície
vertente.
As duas alternativas foram implantadas para
testes in loco e apresentaram resultados satisfatórios,
confirmando os experimentos realizados.
Considerando os aspectos construtivos e custos
envolvidos, a Cesp decidiu pela construção
dos dispositivos anti-vórtice em concreto
de elevado desempenho e execução
dos reparos no concreto da soleira do vertedouro,
eliminando as erosões existentes. |
JÚLIO
CÉSAR PINFARI,
EDVALDO FABIO CARNEIRO,
EUCLYDES CESTARI JUNIOR,
WILERSON ANTÔNIO CESTARI, E
FLÁVIO MOREIRA SALLES
ENGENHEIROS CIVIS DA COMPANHIA ENERGÉTICA
DE SÃO PAULO, CESP
RUITTER
PRADA REIGADA
ARQUITETO DA COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO
PAULO, CESP |