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O transporte coletivo

merece prioridade

 

Saturada e sem mais espaço físico para receber a enxurrada

 diária de carros novos que são licenciados, a cidade precisa de um

 sistema eficiente de transporte urbano para não se tornar inviável de vez.

 


A prioridade máxima da Secretaria Municipal de Transportes – SMT para os próximos quatro anos é o transporte coletivo na cidade. "Não há mais espaço físico para tanto carro", diz o secretário Carlos Zarattini. Segundo ele, a SMT trabalha com a perspectiva de que se a cidade continuar baseando seu transporte no automóvel particular vai tornar-se inviável. Para reverter a situação, portanto, é necessário que São Paulo possa contar com um transporte coletivo de qualidade e eficiente.

Os principais impactos da atual ausência de um sistema de transporte público bem estruturado na cidade são a falta de alternativa ao uso individual do automóvel com os conseqüentes grandes engarrafamentos diários. A falta de estruturação, que beira o caos, é responsável indireta pelo fato de os investimentos em sinalização do trânsito terem ficado aquém do necessário à fluidez e segurança e pelo comprometimento da qualidade de vida da população e de prejuízos importantes ao processo produtivo.

A estratégia traçada por Zarattini para atingir a meta de melhoria do transporte coletivo prevê ações integradas, por meio de contratos de gestão, entre a SMT, a São Paulo Transporte (SPTrans – responsável pela administração do transporte coletivo) e a Companhia de Engenharia de Tráfego - CET. "Os contatos já existem e a idéia é trabalhar num plano conjunto, de forma a que o trânsito e o transporte andem interligados".

Até o ano passado a SMT, a SPTrans e a CET eram três instâncias totalmente divorciadas e nem se conversavam. "A secretaria está contatando as duas empresas para que elas desempenhem funções naturais do Poder Público e pretende, com isso, estabelecer uma conexão que permita que trabalhem articuladamente".

Segundo Zarattini, a secretaria já tem um plano de ampliação do número de corredores de ônibus nos próximos quatro anos. "Esse plano vem acompanhado de uma nova licitação para empresas de ônibus urbanos". A expectativa é de que até o início de 2002 já se tenha os novos contratos e que até o final de 2004 a cidade – que hoje tem quatro corredores operacionais – possa contar com 24 corredores. "Isso fará com que as linhas estruturais da capital tenham uma velocidade comercial muito superior aos cerca de 12 quilômetros por hora registrados hoje por nossos ônibus. Nossa intenção é de que essa velocidade no mínimo dobre e que os usuários tenham um gasto com transporte menor"...

         

     

 

             
     

 

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