![]() |
www.brasilengenharia.com.br |
||||||||||||
|
|
|||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
|
e d i ç ã o 5 4 4 / 2 0 0 1
A imagem urbana e a engenharia de tráfego
Por Renato Guimarães Pereira* No trabalho cotidiano em uma empresa de engenharia de tráfego, tenho tido a oportunidade de participar da implantação de novos projetos operacionais de sinalização viária que geram impacto no funcionamento da malha urbana e na vida de um grande número de pessoas. São projetos que alteram às vezes, o trajeto que o munícipe faz diariamente para atingir seu objetivo. Alterando-se o trajeto, modifica-se também o olhar e a percepção do funcionamento da cidade. Pretendo chamar a atenção de todos aqueles, que de alguma forma, estão envolvidos em estudos para implementação de novos projetos de mudança no leito viário em áreas urbanas, para dados qualitativos do trabalho, devido à sua importância e elevados custos para a população. O problema aqui abordado, aparece quando essas intervenções, após implantadas, geram um impacto negativo na vida das pessoas e este problema não é medido ou levado em consideração pelos profissionais envolvidos no projeto. Normalmente, os projetos de engenharia de tráfego têm como preocupação central dados quantitativos, como por exemplo, a otimização do leito carroçável com aumento de fluidez e segurança veicular. Por vezes, tal é a preocupação com estes itens, que acabam relevando outros aspectos mais qualitativos, devido à camuflagem natural que os dados numéricos nos induzem a crer. A falta de observação de dados relativos aos fatores psicológicos e do cotidiano de grupos específicos de pessoas pode comprometer a eficácia de alguns projetos, que como disse, não são frutos de arbitrariedade, ao contrário, são produtos de discussões entre técnicos e resultados de pesquisas, contagens veiculares e testes de simulação, com sinalização provisória e monitoramento operacional. O problema é que o pensamento que ordena a diretriz da maioria dos projetos é de matriz racional/funcional e considera apenas os dados quantitativos, relevando aspectos mais subjetivos da vida cotidiana, como a paisagem, as angustias, a pressa etc. Então, após a implantação, existem locais onde a fiscalização mais agressiva não produz efeito algum no que tange à correção ou reeducação de um hábito já arraigado. Isso acontece porque, em alguns casos, é enorme a discrepância entre o desejo do usuário da via e a intenção da engenharia... *ANALISTA DE TRANSPORTE E TRÁFEGO – CET/SP. |
|||||||||||||
|
|
|||||||||||||
|
|
|||||||||||||
|
& artigos
|
|||||||||||||
|
|
|||||||||||||
|
|
|||||||||||||
|
|
|||||||||||||
|
|
|||||||||||||
|
|
|||||||||||||
|
|
|||||||||||||
|
|
|||||||||||||
|
|
|
|
|||||||||||
|
|
|||||||||||||
|
|
|||||||||||||
|
ENGENHO EDITORA TÉCNICA LTDA. / Todos os direitos reservados, proibida a reprodução / Copyright© 2000 |
|||||||||||||