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Recuperação de
ÁREAS ALAGÁVEIS

Além das suas atividades rotineiras, o DAEE tem participado em projetos de relevantes benefícios de cunho social. Dentre esses, podemos destacar a “Recuperação Ambiental da Favela México 70”, no município de São Vicente e o “Projeto Pantanal”, em São Paulo, que, apesar de terem problemas com situações semelhantes, a ocupação de suas áreas com finalidade habitacional, tiveram alternativas com soluções de intervenções com finalidades opostas, ou seja, uma previa a “urbanização” da área degradada e a outra, enfatizou a necessidade da remoção e transferência das famílias ali assentadas, visando a recuperação da várzea do rio Tietê com enfoque no amortecimento das vazões de pico de cheias.

A seguir descrevemos as atividades desenvolvidas pelo DAEE em cada um desses projetos.

RECUPERAÇÃO AMBIENTAL
DA “FAVELA MÉXICO 70”

Localizada no extremo sudoeste da Ilha de São Vicente, a favela denominada “México 70” caracteriza-se como uma ocupação irregular de terrenos de marinha, numa área de cerca de 30 hectares de terras baixas inundáveis, situadas entre as pontes dos Barreiros e do Mar Pequeno. Inserida em área carente de infra-estrutura, principalmente quanto ao saneamento básico e à drenagem, esta favela constitui-se num dos maiores e mais precários assentamentos localizados na Baixada Santista apresentando situações de deterioração ambiental e de extrema pobreza para os seus mais de 12.000 habitantes.

Na ocorrência de chuvas intensas, coincidindo com eventos de marés elevadas, a drenagem das águas ficava sensivelmente prejudicada, causando a inundação das áreas mais baixas e os habituais prejuízos e problemas de saúde pública à população local.

Estas áreas vulneráveis à ação das águas, pouco atraentes ao ramo imobiliário, acabaram sendo ocupadas por construções precárias, edificadas em sua grande maioria sobre aterros improvisados ou em forma de palafitas.

A ocupação desordenada acabou acarretando a degradação ambiental, devido a águas estagnadas por obstrução de aterros e outras interferências decorrentes desta ocupação, transformando-se em destino final de esgotos e lixo e em focos de irradiação de endemias, aprofundando a miséria, a segregação e a discriminação de seus habitantes.
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Silvio Luiz Giudice
Diretor da Bacia do Alto Tietê e Baixada Santista - DAEE/SP

Jorge Simão Júnior
Assistente Técnico da SuperinteNdência do DAEE/SP
 
 



 



     
     


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



   
   
   
   
   
   

   



 
edição 548/2001
 



DAEE 50 ANOS
CUIDANDO DAS
ÁGUAS DO ESTADO
DE SÃO PAULO

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AGORA COMO BEM COLETIVO
 
  UM PLANO PARA
OS CAMINHOS DA ÁGUA
 
  A EQUIPE DO
“QUANDO, COMO E ONDE” CONSTRUIR RESERVATÓRIOS
 
  DESASSOREAR O RIO
É TAREFA QUE NÃO PÁRA
 
  OUTORGA E FISCALIZAÇÃO
 
  UM PROJETO PARA ACABAR COM AS INUNDAÇÕES
 
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