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Sistema de Alerta
a Inundações de São Paulo

INTRODUÇÃO
O Sistema de Alerta a Inundações do DAEE cobre diversas áreas do Estado de São Paulo, dentre elas: a Região Metropolitana de São Paulo - RMSP (Bacia do Alto Tietê), a Baixada Santista (rios da vertente oceânica), o Vale do Paraíba (Bacia do rio Paraíba do Sul), Região de Campinas, Piracicaba e Jundiaí (Bacia do rio Piracicaba) e outras importantes regiões. Esses rios atravessam algumas das maiores cidades do país, trazendo enormes problemas de inundação, principalmente nos meses quentes, quando ocorrem as chamadas “chuvas de verão”. O DAEE tem se empenhado no planejamento e execução de obras de drenagem para pôr fim a esses problemas. Todavia, as obras devem ser acompanhadas por um eficiente sistema de observação hidrometeorológica para prever situações hidrológicas críticas. Com a previsão de inundações, é possível acionar um sistema de emergência, composto por diversos órgãos estaduais e municipais, devidamente treinado para pôr em funcionamento uma série de medidas de campo para minimizar o efeito das tormentas devastadoras.

A cheia que ocorreu em 1976 na bacia do rio Guarapiranga em São Paulo, colocou em risco a população da cidade. Este evento demonstrou a importância do monitoramento hidrológico imediato (em tempo real). Nessa época, o DAEE começou a desenvolver, de forma pioneira no Brasil, a telemetria hidrológica.

A partir desse período, a rede telemétrica de monitoramento hidrológico do DAEE cresceu e hoje cobre várias bacias da região leste do Estado: Alto Tietê, Piracicaba, Baixada Santista e Ribeira de Iguape.

Foi particularmente importante também a instalação do Radar Meteorológico de São Paulo, adquirido pelo convênio DAEE – FAPESP (Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo) em 1989.

O radar opera na barragem de Ponte Nova do DAEE. O radar e as redes telemétricas monitoram em tempo real várias bacias da região leste do Estado. Esses dados possibilitam operar o chamado Sistema de Alerta a Inundações de São Paulo (SAISP).

Este artigo descreve o funcionamento do SAISP e sua relação com o sistema de alerta montado pelo Governo do Estado de São Paulo para minorar os problemas de inundações em áreas críticas.

DESCRIÇÃO DO SAISP

O SAISP começou a ser implantado em 1976. As chuvas observadas em São Paulo nesse ano, extremamente elevadas, ressaltaram a importância de se ter uma rede telemétrica de hidrologia para gerenciamento das cheias na região. O DAEE iniciou então, de forma pioneira no país, o projeto de instalação de um sistema de monitoramento automático das chuvas e dos níveis dos principais rios na bacia do Alto Tietê. ...

 
 
MÁRIO THADEU LEME DE BARROS
Ex-diretor do CTH/DAEE/SP, consultor da FCTH e professor da EPUSP
 
 



 



     
     


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



   
   
   
   
   
   

   



 
edição 548/2001
 



DAEE 50 ANOS
CUIDANDO DAS
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DE SÃO PAULO

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