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O programa de controle
das inundações na
bacia do Aricanduva
O
controle de enchentes do Aricanduva constitui-se em um exemplo marcante
da aplicação das modernas técnicas de drenagem
urbana na cidade de São Paulo, na qual a adoção
de obras de reservação e de retardamento dos escoamentos
adquiriu maior relevância em relação às obras
de canalização. Neste ano de 2002, estas intervenções
necessárias ganharam impulso excepcional com a construção
de cinco obras, em um só período de estiagem (abril/novembro/2002),
além de serem completados outros três piscinões
no Alto Aricanduva pela Prefeitura do Município de São
Paulo, por meio da Secretaria de Infra-Estrutura Urbana (SIURB). Desta
forma, o nível de proteção contra inundações
para o próximo período chuvoso foi elevado para TR=10
anos. Após a execução de obras complementares,
atingir-se-á o objetivo do controle das enchentes para a recorrência
de 25 anos. Neste artigo, apresenta-se além do planejamento geral
deste programa, o seu desempenho esperado e a descrição
sucinta das obras.
HISTÓRICO
A bacia hidrográfica do córrego Aricanduva, afluente da
margem esquerda do rio Tietê, na altura da Penha, Zona Leste da
RMSP, possui cerca de 100 quilômetros quadrados de área
de drenagem, inteiramente contidos no município de São
Paulo. É portanto a maior bacia paulistana. Não menores
também são os problemas de inundações que
a afetam. Nos últimos vinte anos, a ocupação urbana
verificada nesta região superou qualquer expectativa, e atualmente,
menos de 10% desta bacia podem ser considerados como áreas verdes.
(figuras 1, 2 e 3). Inúmeros loteamentos foram implementados
ao longo da bacia, e atualmente as suas cabeceiras apresentam crescimento
urbano vertiginoso.
A canalização do córrego iniciou-se na década
de 1970, abrangendo os seus trechos próximos ao Tietê,
desenvolvendo-se em paredes de concreto e a céu aberto desde
a Marginal do Tietê até a altura da av. Itaquera, próximo
à foz do córrego Taboão, em um trecho de 6,2 quilômetros.
Na década de 1980 estas obras tiveram prosseguimento, para montante,
com paredes em gabião, por mais 7,3 quilômetros, até
as proximidades da av. Ragueb Chohfi.
A partir da av. Radial Leste para montante, foram implantadas vias laterais
de fundo-de-vale, as quais constituem a av. Aricanduva, que possui cerca
de 10 quilômetros, até a ligação com
a av. Ragueb Chohfi. Esta avenida constitui importante artéria
viária da Zona Leste, pois permite a ligação com
as rodovias Fernão Dias, Dutra e com as Marginais do Tietê.
Importantes centros comerciais encontram-se nela instalados, como o
Shopping Aricanduva, Makro, Carrefour, inúmeras revendas de automóveis,
bem como conjuntos de edifícios residenciais... |
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